Baseado em Freire.
Paulo Freire e a Paixão de Ensinar.
Meu interesse desde pequeno foi considerar que eu nunca fora
alguém “normal” sempre vi todos muito a
frente do meu tempo. Num esforço de ser
homogêneo percebi que mesmo que tentasse não recuperaria alguns vazios que
acirravam essa enorme desigualdade social. Pode parecer estranho, mas não fui
eu quem escolheu ser professor essa profissão me escolheu ao passo que também
fui encontrando muitos corredores que ansiavam a gloria social, mas também
estavam socialmente cansados, para não
dizer sentindo-se excluídos. Uma vez cheguei a dizer a um aluno: você não desistiu apenas adiou o seu sonho.
Comecei a ensinar aos “5 anos”, desde cedo cuidei do meu
irmão e compartilhei com amigos da creche, escola e hospitais esse dom que
favorecia a profissão: a paixão. Foi estudando a vida e obra de freire que vi o quanto se tornou útil o meu amor
pela farda: a Educação. Quem se educa se educa primeiro, mas num mundo de
enormes desigualdades sociais percebi que a academia de licenciados precisava
de um combatente como eu para carregar a bandeira da educação, então o que fiz
juntei-me a estes soldados a fim de resolver a crise que afeta todo nosso país.
Segundo nosso presidente “Lula” ( 2010 ) o Brasil podia ser um país de enormes
desigualdades sociais e econômicas, contudo tínhamos a melhor defesa contra as
disparidades: a Educação; Concordo: quanto mais ensinamos mais aprendemos não é
a toa que procurando uma razão para o eu ser apelidado como Shakespeare
Junior enalteci a frase desse grande
filosofo das artes: o verdadeiro sábio aprende enquanto transfere conhecimento,
é mais do que ensina.
Como Augusto dos Anjos viram-me diante das provações e
privações da minha época. Nasci numa cidade que viveu a sombra da queda do
grande império que foi o café e me criei
noutra onde o império era o cacau e assim imerso ao sofrer, “fugi” para são
Paulo, centro da globalização para descobrir o caos das metrópoles. Descobri ao
ler Freire que minha farda era também
minha armadura para essa missão social
que exerceria, contudo como qualquer homem talvez o mais humilde de
todos soubesse que não era necessária
carregar a farda, mas vive-la socialmente; o que fiz;
Enquanto as escolas sofrem com a falta de despreparo, e a
enorme quantidade de alunos que se sentem saturados dentro das salas de aulas.
Dos filhos que imigram de outros países e são criados entre os filhos que
migram uma região para outra percebi que embora são Paulo fosse a maior capital
de trabalho, palco para a globalização.Linkin para Mundo Jovem 2012.pag. 9
Não era necessária só a minha Inteligência, mas o trato, o
amor principalmente aquele que provavelmente me teria como exemplo. O aluno,
este ser social. Como Freire isso não é utópico é profético. Não sei se a
academia reconhece o peso de estarmos diante do futuro do nosso país nas mãos.
Entretanto sei que um mero professor s sente desvalorizado
como reforça Paulo, pelas primeiras condições:
salário desproporcional ao nível
de vida, estrutura das escolas geralmente precárias, a agressão verbal e física
que um professor passa dentro e fora das escolas.
Ter sido são Paulo o meu exílio, como freire era perseguido
não pelo que falava – afinal ninguém acrescenta nada ao que já esta posto.
Contudo minhas ações provavam ser o eu professor, um ser educado e capaz de
revolucionar com o saber (o ser profético de Freire coloca em contra posição a
teoria V a prática essas duas mãos duplas caminham lado a lado.
Minhas condições poderiam ser os menores afinal não é só
reproduzir aquilo que lemos afinal, muitos são os livros, cansativos e
entediantes; infelizmente anunciamos mais daquilo que vivemos assim tornei-me
um profeta da educação, uma pessoa capaz de sentir raiva pelo simples interesse
de ver a mudança como me sugere Mauricio Gnrre. Se em nenhum lugar estamos
salvo da crise que assombra as nações e o ‘’educar’’ significa desmistificar
aquilo que não é ‘’instituído um favor eterno como ‘’Laura Pausini’’(cantante
espanhol) usei o canto, a voz e a coragem
para anuncia aos povos raças e línguas que ali estavam que a recíproca
era verdadeira que não somos anjos , não caímos do céu para reafirmar nossa
condição privilegiada e eterna. Não é porque nasci em são Paulo e falo idiomas
e sou professor de idiomas que mereça ser respeitado diferença a não ser que os
títulos me ajude a valorizar a espécie. Somos
pessoas provindas de varias cidades ,varias regiões e países em busca de dias
melhores – tal como os italianos , portugueses e franceses que comporam nossa
“gente” e nosso português brasileiro não é mais ver seus filhos saindo desse
lugar, palco das nações para brilhar no estrangeiro e sim preparar o caminho
oara que aqueles que que vem até nós
serem livres dos cárceres que assolam o mundo. Um nobre professor de
línguas e idiomas, como eu, posso reafirmar com clareza que a linguagem é o
vinculo que nos torna iguais, humanos, povos correntes de qualquer lugar
busando um mundo sincero. Um somos todos iguais.
Igualite, Fraternite,Liberte afirma a constituição.
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